Chá de lingerie – Sai o balde entra o espartilho

Sabe aquela história de reunir as amigas numa tarde e ganhar panelas, escorredor, vasilhas plásticas, espremedor de batata, avental, entre outros utensílios para a cozinha? Estão com os dias contados. Cada vez mais solicitado pelas noivas o Chá de Lingerie vêm ganhando espaço nas comemorações pré-casamento. Um encontro despojado  exclusivamente feminino com diversão garantida.

Normalmente o chá de lingerie é organizado por uma amiga da noiva, mas há quem prefira um serviço terceirizado. De qualquer forma a noiva também pode e deve participar afinal há muita coisa para decidir.

A noiva deve preparar a lista de convidadas para seu chá de lingerie, escolher a data, horário de preferência nos fins de semana entre 15 e 20 horas- e local do encontro. Pode ser na casa da noiva, na casa da madrinha, num salão, mas se quiser deixar a brincadeira mais apimentada pode ser numa suíte de motel e até na própria loja de lingerie. Existem algumas lojas que possuem delivery e no dia do chá de lingerie levam um verdadeiro arsenal de peças para fazer a festa. É uma boa opção para quem não pode estar no período comercial numa loja.

Camisolas sensuais Estação Lua

Camisolas sensuais Estação Lua

Chá de lingerie noiva pode deixar sugestões nas lojasA noiva também pode ir a lojas de lingerie e deixar sugestões de suas preferências, cores e tamanhos ou apenas indicar o endereço para as convidadas. Alguns itens são obrigatórios na lista na lista de presentes para o chá de lingerie: camisola da noite de núpcias, conjunto espartilho, camisolas curtas, camisola longa com hobby, baby- doll, corpete, liga de perna, além de óleos de massagem, sais de banho e alguns brinquedinhos mais apimentados.

Como organizar o chá de lingerie:
Os convites para o chá de lingerie devem ser sensuais com fotos ou ilustrações que já vão dar uma idéia do que vai ser o encontro. Podem ser feitos em gráficas ou pelo computador e devem constar horário, data, local, o presente que a pessoa deve trazer, ou se preferir o nome e endereço da loja escolhida pela noiva. Podem ser entregues com 15 dias de antecedência por e-mail, correio ou pessoalmente.

Músicas, comes e bebes, devem ser escolhidos de acordo com o tema da festa, mas sempre com muita animação. Prosecco, drinks, vinhos, sucos, salgadinhos, sanduíches de metro, docinhos com formas criativas e bolo compõe a mesa do chá de lingerie. Pode-se contratar bar woman para facilitar e há opção das convidadas também levarem um prato de doce ou salgado.

Enfim, seja qual for a forma escolhida pela noiva de organizar este evento, o importante é reunir as amigas e familiares para compartilhar mais um momento de diversão à espera do grande dia.

Fonte: BBEL

As mulheres estão usando mais fio dental. Você usa? Usaria?

Este é definitivamente um momento feliz para a lingerie brasileira. As mulheres estão mais soltas, mais desinibidas e, é claro, sensuais. Nessa balada vem crescendo o uso do fio dental.

Há modelos de fio dental para todos os gostos. Marcas como De Mel, MDK, Lanalis, Laniclê e 2 Rios, trazem modelos em algodão ou microfibras misturados às rendas e tules nos conjuntos de fio dental com sutiãs de bojo ou corseletes bordados.

Outras grifes, como Máscara e Monthal, apresentam o fio dental na versão lingerie noite, mais sofisticado, para ser usado por baixo de camisoles e robes ou corpetes e trabalhados na linha outwear.

O fio dental é um coringa. Não é vulgar, é sensual e não marca a roupa. O que acontece é que muitas mulheres dizem que não usam. Mas usam sim senhor. Além disso, a diversidade de detalhes é uma arma que seduz as consumidoras.

E por falar em seduzir, o que será que os homens pensam do fio dental? Você já perguntou pro seu marido ou namorado se ele gosta? Sei que tem vários “machistãos” que vão dizer: “gosto mas só em casa”. Ah faça-me um favor!!! Esse tempo já era.

Mas me diga: você usa fio dental? gostaria de usar?

Então dá uma olhada nas opções de fio dental da loja Estação Lua e escolha um pra você. E mostre pro seu marido.  Aposto que ele vai gostar.

Escolha um fio dental e mostre pro seu marido/namorado

Escolha um fio dental da Estação Lua e mostre pro seu marido/namorado

Mais que uma roupa de baixo

A escritora e pesquisadora Rosemary Hawthorne vê nas calcinhas algo mais que a função de cobrir as partes íntimas. Em seu estudo, ela constatou que a história desse lingerie conta também a evolução das mulheres na sociedade

Mulher fica mais linda ainda de lingerie

Mulher fica mais linda ainda de lingerie



Com quase dois séculos de espaço garantido no guarda-roupa das mulheres, a calcinha tem muita história para contar. Mesmo gerando muita polêmica ao longo dos anos, essa peça feminina se tornou uma das mais indispensáveis no vestuário.

Não é à toa que, depois de tantas críticas, a calcinha hoje esteja nos seus dias de glória, ganhando até publicação, como a da pesquisadora inglesa Rosemary Hawthorne. Seu livro “Por baixo do pano – A história da calcinha” acaba de ser lançado no Brasil.

Conhecida como Knicker Lady (Dama das calcinhas) no Reino Unido, a escritora é um dos destaques britânicos quando se trata de história da roupa íntima que, para ela, está diretamente relacionada ao progresso da mulher ocidental.

Rosemary conta, na publicação, que “não existe outro item do vestuário que tenha sido alvo de reações tão díspares ao longo de toda sua história – de rostos corados de constrangimento até risadas abertas e cheias de malícia – ou que seja capaz de despertar associações tão ambíguas”.

Até o século XVIII, calções ou ceroulas eram peças exclusivamente masculinas. E ai das moças que ousassem vesti-las! No mínimo, eram consideradas libertinas e imorais. Toda a vestimenta tida como necessária para as mulheres se resumia a saia longa, uma ou duas anáguas, corpete e uma camisola de linho.

Trajetória

Contudo, a Revolução de 1790, na França, simplificou o vestuário europeu, fazendo com que as mulheres trajassem vestidos mais sensuais e de cintura alta. Esses eram confeccionados em musselina e, por serem bem ventilados na parte inferior, tonou-se necessário criar uma peça de baixo.

Eis que surge a calcinha, ou melhor, sua ancestral! E o que antes de 1800 nenhuma mulher respeitável se permitia usar foi “liberado” para as damas mais importantes e antenadas com a vanguarda da moda. Diferente das atuais, o primeiro modelo era chamado de calção ou “pantaloon”. O formato era bem simples: abaixo dos joelhos ou até os tornozelos.

Tabu

Apesar de ter nascido em terras francesas, foi na Inglaterra que a calcinha se consolidou. Durante o período vitoriano, entre 1837 a 1901, elas se tornaram um imprescindíveis às damas de alto poder aquisitivo, já que possuiam altos preços e boa qualidade. Mas ainda não era comum se ouvir falar sobre a peça, um dos tabus da época.

Em meados do século XIX, os calções femininos ganharam grande importância, já que a moda passou a exigir saias cada vez mais volumosas e sustentadas por sobreposições compostas de muitas anáguas. A partir desse estilo, os chamados “miolos coloridos” se transformaram em tendência. Com ela, cores fortes (como roxo e vermelho intenso) e padronagens de xadrez se destacaram entre as escolhas que garantiam elegância e sensualidade às combinações da época.

A escritora relata ainda que, em 1880, “a calçola escarlate chegou a ser celebrada nos palcos na canção batizada de The Red Flanned Drawers Grandmother Wore (As calçolas de flanela vermelha que minha avó usava)”.

As semelhanças com as atuais começaram a aparecer somente depois da Primeira Guerra Mundial, na década de 1920, que, com seus conflitos, também afetou a mentalidade feminina. Nesse contexto, surge a mulher moderna, que não esconde o corpo. Pelo contrário, passa até a mostrá-lo mais. Desde então, as calcinhas só vêm adquirindo o formato específico para cada cultura e se adequando a diversos estilos.

Contemporânea

Fio-dental, tanga, string, calcinha alta, calça, biquíni acompanhados por bordados, estampas, apliques e desenhos. A infinidade de modelos existentes hoje no mercado só reforça a idéia de que, depois de algumas décadas, essa peça representa muito mais que um simples pano por baixo da roupa. “Interesse humano, humor, sex appeal e sem-número de possibilidades fashion a explorar”, explica.

O sucesso é tanto que agrada todos os gêneros, tanto homens quanto mulheres, claro. O primeiro estimula o uso e até compra para presentear a amada. Ela, por sua vez, só aumenta a fatia feminina que faz questão de variar nos tamanhos, cores, cortes, tendências e aplicações. Algumas mulheres até fizeram disso sua mania. Caso de Nicole (nome fictício) que percebeu o valor da calcinha, tornando-a até uma necessidade antes de considerá-la um mero adorno.

CALCINHA
“Por baixo do pano – a história da calcinha”
R$21,90
236 páginas
2009
MATRIX

O livro mostra desde os primeiros modelos de calcinha até as atuais com ilustrações e contexto histórico.

Antigamente lingerie era de renda ou algodão, branca, preta ou cor da pele

lingeries vermelhasFelizmente hoje tudo mudou e podemos encontrar peças variadas, lingeries para todos gostos, super confortáveis, lindas e sensuais. Atualmente, para todos nós que adoramos peças íntimas, o mercado está pulsando de novidades. As roupas íntimas já não são mais as mesmas. E como isso é bom! Designs diferenciados, modelos bacanas. E o conforto, claro, não fica de lado. Os materiais ganharam com a tecnologia. As rendas, que antes eram rígidas e ásperas, hoje são elásticas e macias. Os cetins também são flexíveis, e as peças vêm decoradas com fitinhas, laços e flores, brilhos de cristal, bordados, babados, correntinhas e pingentes e ainda aplicações de pedrarias luxuosas.

Nem só de detalhes são feitas as novas coleções, mas modelagens novas e estruturas que criam ou disfarçam volumes também entram na parada. Acompanhando a moda, o tomara-que-caia invandiu o universo da lingerie sofisticada e fica bem para seios pequenos (cuidado para não marcar). Os tops esportivos com detalhe de nadador nas costas são outra novidade. Os corselets e corpetes são uma boa solução para quem está mais barrigudinha. Pena que não tem muita opção para quem tem peito grande. Os fio dentais também já estão bem liberados e podem ser encontrados em materiais muito macios, que não machucam nada, podendo ser usados inclusive no dia-a-dia.

Luxo, voluptuosidade e sofisticação
A moral, já há um bom tempo, tem andado bem mais frouxa em relação aos hábitos sexuais e às fantasias de maneira geral. Vestir-se com lingerie bem sexy não é mais vulgar, as “boas moças” não têm mais que se vestir como santinhas na intimidade. Calçola de algodão, grandalhona e bege, adeus! As tendências do mercado buscam a sensualidade e hoje, mesmo aquelas que não têm um corpo perfeito dispõem de grande variedade de lingeries picantes e sexies. Sorte para todos nós!

Como escolher a lingerie da noite de núpcias

A escolha certa de lingerie para noivas

A escolha certa de lingerie para noivas

Esta talvez seja uma escolha ainda mais importante que a do vestido. Afinal,o olhar do noivo impressionado é bem mais legal que o dos convidados na igreja. São muitas as opções para a noiva para arrasar na primeira noite como marido e mulher: corpete, cinta liga, meia 7/8, camisolas, tanguinha…

Veja abaixo algumas dicas de lingeries para as noivas

Corpete, cinta liga e meia 7/8

Quando pensamos em lingerie para noivas, essa é a primeira imagem que vem à mente (inclusive à dos noivos!). É realmente uma combinação muito bonita e elegante e pode ser usada por noivas com todos os tipos de corpo, já que afina a cintura e disfarça gordurinhas indesejáveis.

O corpete é um bom aliado para vestidos tomara-que-caia, por dar sustenção firme aos seios. Ótima pedida para quem tem medo que o vestido fique caindo (já viu noiva que fica puxando a roupa de cinco em cinco minutos?). A cinta liga, além de sexy, é muito útil: segura a meia 7/8 até o fim da festa (a maioria prende na coxa com uma faixa de renda siliconada, que perde a elasticidade em poucas horas).

Veja onde comprar espartilhos, meia 7/8 e cinta liga.

Conjuntos de calcinha e sutiã para noivas

Os conjuntinhos mais simples têm a vantagem de serem confortáveis e mais baratos. É indicado para noivas com o corpo em forma. Quem vai usar tomara-que-caia pode dispensar o sutiã e caprichar na calcinha.

Cuidado na hora de escolher o modelo. Se optar por tanguinha ou fio-dental (ainda mais se não estiver acostumada), vai a dica: use, durante o casamento, uma peça confortável e leve a especial em uma necessaire (que ficará com uma madrinha). Antes de ir embora para a noite de núpcias, passe no banheiro da festa e faça a troca! Se não se sente segura com as do tipo pequenininhas, experimente um modelo mais larguinho nas laterais com a combinação fatal de renda e transparência.

Escolha diferentes modelos de calcinhas e sutiãs

Camisola para noiva

Existem muitos modelos lindos de camisolas feitas especialmente para noivas. Camisola com alças cruzadas nas costas é das mais bonitas. É uma boa opção para quem prefere se “preparar” antes de se apresentar para o noivo (muitas meninas preferem a idéia de tomar uma ducha e tirar o suor da festa).

Veja onde comprar camisolas sensuais para noivas

Fonte: Planejando meu casamento

A evolução das lingeries no século XX

Com o início dos chamados “loucos anos 20″, as liberadas jovens usavam vestidos mais curtos, com decotes nas costas e braços. Elas não queriam exibir seios opulentos, então usavam sutiãs especiais ou corpinhos, que achatavam o busto.

Na verdade, eram como faixas, amarradas nas costas, feitas com um pedaço de tecido leve, como cambraia ou crepe. Nessa época, as roupas de baixo eram brancas, pretas, bege ou cor-de-rosa. No início dos anos 30, o estilo “garçonne” saiu de moda e a silhueta feminina voltou a ser valorizada.

Começaram a surgir tecidos elásticos, feitos com o látex, o que permitiu a fabricação de modelos mais confortáveis e uma maior diversidade de tamanhos.Os irmãos Warner inventaram vários modelos revolucionários de sutiãs, como o feito com um tecido elástico nos dois sentidos, em 1931.

Mais tarde, criaram os bojos de profundidade variável e as alças elásticas.Em 1935, para aumentar os seios, surgiram os bojos com enchimento, e, em 1938, apareceram os sutiãs de armação, que deixavam os seios mais protuberantes. A atriz Mae West foi o símbolo dos seios acentuados, durante os anos 20 e 30.Em 1939, surgiu um modelo de sutiã com bojos mais fundos e pespontos circulares, que deixavam os seios pontudos e torneados. Foi um verdadeiro sucesso de vendas, chegando ao seu auge na década de 50.Após a Segunda Guerra Mundial, o náilon, desenvolvido em 1935, começou a fazer parte da produção de roupas íntimas. Com ele, foi possível fabricar sutiãs leves, resistentes e com brilho.

Dior e seu “New Look”, trouxeram, no pós-guerra, a valorização das formas femininas. A moda era os “seios-globo”, bem erguidos. A estética vigente era das “pin-ups”, traduzida nas formas de algumas atrizes, como Jane Russel e Sofia Loren. Surgiram, então, modelos de sutiãs, como o “very secret”, de náilon, feito com almofadas de ar muito finas, para aumentar os seios pequenos.Em 1955, foram criados novos modelos de renda preta e o sutiã peito-de-pombo, que aproximava os seios, deixando-os estufados.

No início dos anos 60, o alvo dos fabricantes eram as jovens consumidoras, as adolescentes. Foram lançados modelos mais simples e delicados. Esse novo conceito influenciou toda a linha de lingerie dessa época.

Em 1960, foram finalmente criadas as alças elásticas reguláveis, abolindo os colchetes, que eram usados por dentro das roupas para prender os sutiãs.Com a revolução sexual dos anos 60 e 70, as mulheres se permitiram não usar mais os sutiãs, último símbolo de repressão após os apertados espartilhos. Em 1968, algumas feministas queimaram seus sutiãs em frente ao Senado, em Washington, nos EUA. A moda era seios pequenos e atitude, que trouxeram sutiãs naturais, leves e transparentes, dando a impressão de nudez. A partir dos anos 80, a indústria de lingerie viveu uma verdadeira explosão de tecnologia com o surgimento da lycra, que pode ser confeccionada com materiais mais finos e delicados.

Combinada em pequenas proporções a qualquer fibra natural, a lycra permite o ajuste perfeito. A última grande mudança no conceito do sutiã foi o “outwear”, usado para fora, na forma de bodys, bustiês, corpetes e sutiãs como roupas de sair. Madonna foi uma das primeiras a lançar essa moda, ainda no começo de sua carreira. Com o surgimento da lycra, das microfibras e outros novos tecidos, como rendas e algodões elásticos, cores e estampas, os sutiãs chegaram a um nível de sofisticação, qualidade e conforto nunca vistos. Pode-se, hoje, levantar, aumentar, aproximar ou separar os seios apenas usando o sutiã certo.

A história dos espartilhos começa por volta do segundo milênio antes de Cristo. Em Creta, as mulheres usavam um corpete simples que sustentava a base do busto, projetando os seios nus. Essa “moda” era inspirada na Deusa com Serpentes, ideal feminino da época.
No século 14, a preocupação era dar forma à porção central do corpo, por isso, homens e mulheres usavam faixas apertadas em volta do corpo.

Até a Idade Média, os seios eram sustentados por corseletes, uma espécie de colete justo, que eram usados por cima de camisas e amarrados nas costas. Com o tempo, essa peça tornou-se mais rígida e pesada, até o surgimento do espartilho propriamente dito.
No século 18, o uso de barbatanas de baleia deixaram as hastes mais flexíveis e os espartilhos menos rígidos. Já no final do século, a haste central foi substituída por várias barbatanas.

O novo espartilho comprimia os seios por baixo e deixava-os mais evidentes sob os decotes.

Nos anos 20, as roupas íntimas eram formadas por um conjunto de cintas, saiotes, calcinhas, combinações e espartilhos mais flexíveis. E a lingerie passou a ter outras cores, além do tradicional branco.

Em 1930, a Dunlop Company inventou um fio elástico muito fino, o látex. A roupa de baixo passou a ser fabricada em modelagens que respeitavam ainda mais a diversidade dos corpos femininos.

A partir de 1938, a Du Pont de Nemours anunciou a descoberta do náilon. E as lingeries coloridas, finalmente, tornam-se bem populares. Mas em 1939, com o início da Segunda Guerra Mundial, o nylon saiu do setor de lingerie e foi para as fábricas de pára-quedas.

O declínio do espartilho se dá na Primeira Guerra Mundial. Com os homens ocupados, lutando na frente de batalha, as mulheres foram convocadas a assumir os trabalhos nos campos, nas cidades e nas fábricas.

O trabalho operário exigia espartilhos menores, mais confortáveis e simples. Além disso, a burguesia não contava mais com grande criadagem, o que fez com que as damas optassem por modelos de corpetes mais simples e fáceis de vestir.
Os espartilhos foram substituídos por cintas. Os seios, porém, precisavam de algum suporte, já que o espartilho também servia para erguê-los. Surge, assim, o sutiã.

Em 1947, com o “New Look”, de Christian Dior, que valorizava as formas do busto e cintura fina, os espartilhos voltaram a ser usados. Nessa época, o estilista francês Marcel Rochas criou um modelador cintura-de-vespa que foi um grande sucesso.
No final dos anos 50 e início dos 60, os fabricantes começaram a se interessar pelas consumidoras mais jovens. A Lycra foi lançada com sucesso, pois permitia os movimentos. A lingerie passou a ter diversos tipos de modelagens, embora, na maioria, ainda mantivesse os sutiãs estruturados.

No final dos anos 70 e início dos 80, a inspiração romântica tomou conta da moda. Cinta-liga, meias 7/8 e corseletes, sem a antiga modelagem claustofóbica, voltaram à moda. Rendas, laços e tecidos delicados enfeitavam calcinhas e sutiãs.
Na década de 80, os corpetes com barbatanas, que realçam o corpo, voltaram a ser apreciados. Já no início dos anos 90, com o fetichismo em moda, alguns grandes estilistas como Gianni Versace e Jean-Paul Gaultier lançaram espartilhos futuristas e que deviam ser usados, não como roupa de baixo, mas por fora, para serem mostrados.

Dos anos 90 até os dias de hoje, a lingerie, assim como a moda, não segue apenas um único estilo. Modelagens retrô, como os caleçons, convivem com as calcinhas estilo cueca. Os sutiãs desestruturados dividem as mesmas prateleiras com os modelos de bojo. Tecidos naturais, como o algodão, são vendidos nas mesmas lojas de departamento que os modelos com tecidos tecnológicos.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.